A ilusão da realidade igual para todos


Observações iniciais:

Esta série é direcionada para quem deseja investir no seu autodescobrimento, ela descreve alguns dos principais obstáculos, predominantemente inconscientes, para a jornada de autotransformação.

O objetivo é a reflexão e questionamento da nossa forma de pensar, sentir e agir que acreditamos sermos livres para isso, mas na verdade somos prisioneiros inconscientes de pressupostos ou premissas profundamente enraizadas, por não termos consciência disso criamos sem saber dificuldades e crises em várias áreas da vida.

Filosofias e tradições espirituais do mundo enfatizam a importância de investir no autoconhecimento, mas na prática poucas pessoas se comprometem profundamente consigo mesmas nessa jornada. Muitas vezes simplesmente porque não sabem que são prisioneiras de si mesmas.

Ter consciência das "Prisões Invisíveis" já é o primeiro passo para se libertar gradualmente ao longo da vida, através da exploração de nosso território inconsciente, o que mais cedo ou mais tarde levará a confirmação que somos muito mais do que achamos que somos!

Para baixar e imprimir o texto a seguir, clique aqui.

A ilusão da realidade igual para todos

Para alguns autores, temos uma tendência a reduzir o que percebemos a nossa volta. Trata-se de um processo natural e necessário para que possamos tentar entender o mundo. Reduzirmos sempre o que percebemos à nossa capacidade de entendimento, ou seja, à forma como é estruturada a nossa mente.

Diante de um determinado fenômeno, nós o percebemos e reduzimos o que foi percebido à nossa estrutura de compreensão, ao nosso conhecimento intelectual e/ou emocional. Em outras palavras ao “Nosso universo conhecido”. Mariotti afirma que, reduzir algo ao nosso conhecimento é o mesmo que reduzi-lo à nossa “ignorância relativa”, portanto é necessário uma reampliação. A reampliação só é possível quando comparamos o que foi percebido com compreensões pessoais prévias (nosso universo conhecido) e incluímos também a comparação com a compreensão dos outros, por meio do diálogo e outras formas de interação e convivência.

O problema que Mariotti enfatiza é que nem sempre é fácil voltar a ampliar depois da redução inicial. Isso se dá porque tendemos a reduzir nossas compreensões às dimensões do nosso ego, que teme a reampliação.

Ela é temida porque o põe à prova, isto é, leva-o a confrontar as suas percepções e entendimentos com as dos outros. Como o ego está socialmente preparado para ser competitivo, invariavelmente vê os outros como adversários e portanto, sente-se sempre ameaçado por eles.

Por isto, pensar segundo modelos predeterminados e buscar apoio em referenciais (pressupostos ou dogmas) que julgamos inquestionáveis, tornou-se uma forma de remediarmos a nossa insegurança em grande parte não consciente, afirma Mariotti.

Em outras palavras um dos pressupostos inconscientes diz:

“Existe uma realidade externa que é a mesma para todos”.

Para o autor, se esta frase fosse correta, a compreensão ou interpretação seria um fenômeno passivo. Desta forma todos entenderiam o mundo da mesma maneira. Portanto quem não percebesse a "verdade universal” estaria com problemas e precisaria de ajuda para alcançar o nível de percepção dos outros.

Para perceber as coisas como "todo mundo" são criadas as normas de conduta moral e ética, valores e crenças confirmados pela maioria (senso comum) o que determina as formas “certas/erradas” de pensar, sentir, agir e reagir.

Um dos obstáculos para a autodescoberta é a lista rígida do que é certo ou errado pensar, sentir e agir que é uma das consequências da interpretação padronizada do mundo, que aprendemos desde a infância e reforçado pelos padrão morais e éticos da sociedade que fazemos parte.

A grande maioria dos padrões são inconscientes e, portanto, inquestionáveis.

Podemos ter uma pequena noção desses padrões, quando nós ou alguém tem um comportamento “X” e de forma automática perguntamos:

Isso é normal ou não? É certo ou errado?.

Manter-se sempre dentro de uma “verdade universal” dificulta a auto exploração e a mudança efetiva em formas de pensar, sentir, agir e reagir diante da vida.

Considerações Finais:

O texto acima tenta descrever uma das prisões invisíveis de uma maneira abrangente. Esses conceitos têm muitas maneiras de se expressar no contexto individual. Até certo ponto podemos reconhecer e fazer mudanças sozinhos, mas outras vezes necessitamos de ajuda para ir mais fundo no reconhecimento de como estamos aprisionados e como nos libertarmos.

Alguns autores alertam para o abismo inconsciente entre o saber e o agir. Podemos saber muito, mental e emocionalmente, mas agimos muito pouco.

Quando tomamos consciência da profunda diferença entre “saber um caminho” e “percorrer esse caminho” nos aproximamos da possibilidade de acelerar nossa jornada de autodescobertas, abrindo-nos para o aprendizado com os acertos e erros.

Quando já caminhamos até certo ponto, podemos confirmar o que os grandes sábios sempre disseram:

“Somos os criadores de nossa vida exatamente como ela é agora! Através das nossas ações ou omissões, conscientes e principalmente inconscientes.”

Tendo mais clareza desse poder criador (harmonioso e desarmonioso) podemos mudar muita coisa em nossas vidas, se assim acreditarmos profundamente.

Autores de referência para esta série de textos:

Carl Gustav Jung, Eva Pierrakos, Ken Wilber, Debbie Ford, Stanislav Grof, Humberto Mariotti, Alexander Lowen, Vera Saldanha, Pierre Weil, entre outros.

José Luís Morado

Atendimentos online e presenciais

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