A ilusão de estar comprometido

 

Observações iniciais:
 

Esta série é direcionada para quem deseja investir no seu autodescobrimento, ela descreve alguns dos principais obstáculos, predominantemente inconscientes, para a jornada de autotransformação.

 

O objetivo é a reflexão e questionamento da nossa forma de pensar, sentir e agir que acreditamos sermos livres para isso, mas na verdade somos prisioneiros inconscientes de pressupostos ou premissas profundamente  enraizadas, por não termos consciência disso criamos sem saber dificuldades e crises em várias áreas da vida.

 

Filosofias e tradições espirituais do mundo enfatizam a importância de investir no autoconhecimento, mas na prática poucas pessoas se comprometem profundamente consigo mesmas nessa jornada. Muitas vezes simplesmente porque não sabem que são prisioneiras de si mesmas.

 

Ter consciência das "Prisões Invisíveis" já é o primeiro passo para se libertar gradualmente ao longo da vida, através da exploração de nosso território inconsciente, o que mais cedo ou mais tarde levará a confirmação que somos muito mais do que achamos que somos!

 

Para baixar e imprimir o texto a seguir, clique aqui.

 

A ilusão de estar comprometido

 

O que realmente significa compromisso?

 

Usamos esta palavra repetidamente sem realmente entender e explorar o seu significado. Ela significa, acima de tudo, uma atenção direcionada, uma atitude profundamente sincera qualquer que seja o contexto do compromisso.

 

O compromisso existe em cada empreendimento imaginável. Pode se aplicar a uma grande e significativa aventura, tal como o caminho da autodescoberta, que é a mais importante realização na vida segundo Pierrakos, e também se aplica a qualquer pequena tarefa do cotidiano.

 

Dependendo do seu grau de compromisso, seja uma pequena ou grande tarefa, ela será uma experiência prazerosa, livre de conflitos, produtiva e recompensadora. Se você dedicar ao seu empreendimento tudo de si e não a metade, o que mais ele poderá ser senão recompensador e satisfatório?

 

Esse compromisso profundo é algo raro, afirma Pierrakos. Geralmente o individuo dá para algo apenas metade de si, sem ter consciência disso, e aí fica confuso, envergonhado e desapontado quando o resultado vem por consequência, incompleto ou diferente do esperado.

 

Uma forma de comprovar a “prisão invisível” acima é quando em um objetivo ou meta importante, nos colocamos em uma atitude interna de abertura e meditação e perguntamos sincera e profundamente:

 

“Estou me comprometendo verdadeiramente?”

“Estou fazendo tudo que posso para conseguir o que desejo?”

 

Se você não está atento à verdade que se compromete somente em parte ao empreendimento, enquanto outra parte sua diz não, poderá se sentir amargurado, injustiçado, incapaz. Não poderá evitar achar que o mundo é um lugar caótico, sem pé nem cabeça e assim, inevitavelmente vai se sentir de alguma forma: amedrontado, defensivo, desconfiado, ansioso ou insensível.

 

O lado que diz NÃO a comprometer-se plenamente muitas vezes está profundamente oculto no inconsciente e pode ser sintetizado pela frase a seguir, segundo Pierrakos:

 

"Eu não quero dar o melhor dos meus sentimentos, ou meus esforços, minha atenção ou minha honestidade (ou o que quer que seja). Farei porque é o esperado de mim, ou porque eu quero o resultado sem pagar pelo preço total.”

 

A intencionalidade negativa inconsciente sempre tem uma motivação oculta, um ganho a sua maneira. Descobrir e transformar esses ganhos profundamente escondidos que impedem a concretização de objetivos é o caminhar da autotransformação.

 

Todos nós de forma predominantemente inconsciente queremos atalhos ou dar saltos na direção do que desejamos, raramente nos comprometemos verdadeira e profundamente com o que desejamos. 

 

Tudo começa por um QUERER profundamente sincero, isso é dito a milhares de anos de varias formas, uma frase que sintetiza isso é:

 

"Bate na porta e se abrirá"

 

Esse "bater na porta" é uma atitude ativa é compromissada é não passiva com muitos interpretam. 

 

Abordamos neste texto a “prisão invisível” do comprometimento parcial achando que é total.

 

 

Considerações Finais:

 

O texto acima tenta descrever uma das prisões invisíveis de uma maneira abrangente. Esses conceitos têm muitas maneiras de se expressar no contexto individual. Até certo ponto podemos reconhecer e fazer mudanças sozinhos, mas outras vezes necessitamos de ajuda para ir mais fundo no reconhecimento de como estamos aprisionados e como nos libertarmos.

 

Alguns autores alertam para o abismo inconsciente entre o saber e o agir. Podemos saber muito, mental e emocionalmente, mas agimos muito pouco.

 

Quando tomamos consciência da profunda diferença entre “saber um caminho” e “percorrer esse caminho” nos aproximamos da possibilidade de acelerar nossa jornada de autodescobertas, abrindo-nos para o aprendizado com os acertos e erros.

 

Quando já caminhamos até certo ponto, podemos confirmar o que os grandes sábios sempre disseram:

 

“Somos os criadores de nossa vida exatamente como ela é agora! Através das nossas ações ou omissões, conscientes e principalmente inconscientes.”

 

Tendo mais clareza desse poder criador (harmonioso e desarmonioso) podemos mudar muita coisa em nossas vidas, se assim acreditarmos profundamente.

 

Autores de referência para esta série de textos:

Carl Gustav Jung, Eva Pierrakos, Ken Wilber, Debbie Ford, Stanislav Grof, Humberto Mariotti, Alexander Lowen, Vera Saldanha, Pierre Weil, entre outros.

 

 

José Luís Morado

 

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Psicólogo clínico e Coach pessoal

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